sábado, 1 de julho de 2017

Volta a Portugal 2017 apresentada


Foi apresentada, na manhã de hoje, a 79ª edição da Volta a Portugal, confirmando tudo aquilo que já tínhamos adiantando, desde percurso às equipas. A prova, que faz parte do calendário UCI Europe Tour, decorrerá entre os dias 4 e 15 de Agosto.
Tudo começa a uma sexta-feira, com um prólogo de 5400 metros, na cidade de Lisboa. A primeira etapa em linha tem um total de 203 kms e liga Vila Franca de Xira a Setúbal. Os últimos 30 kms são tudo menos fáceis, com a Serra da Arrábida a estar a 10 kms da chegada, podendo afastar muitos homens rápidos da luta pela vitória. 

A segunda tirada é aquela que melhor se adapta aos homens rápidos. Com um percurso praticamente plano, entre Reguengos de Monsaraz e Castelo Branco, de 214,7 kms, as equipas dos sprinters vão controlar do princípio ao fim e não vão ser as 3 contagens de 4ª categoria a desfazer o pelotão. 

Mais uma etapa para os sprinters mais duros presentes neste pelotão. 162,1 kms de Figueira de Castelo Rodrigo a Bragança, onde existem 3 contagens de montanha, sendo que a última e a mais difícil, a Serra de Bornes, fica a ainda 80 kms do fim, pelo que mesmo alguns sprinters que fiquem para trás ainda possam recolar. 

A primeira chegada em alto surgem ao 5º dia, na quarta etapa, com a mítica Senhora da Graça que, para desagrado da maioria dos portugueses, será a uma terça-feira. No total, serão 152,7 kms, entre Macedo de Cavaleiros e o alto da Senhora da Graça (8,7 kms a 7%). Antes, os ciclistas terão a subida de Pópulo e a subida de Velão.

A quinta etapa tem nova chegada em alto, agora no Alto do Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo. Apesar de ser apenas uma 3ª categoria, a chegada é dura e poderá fazer diferenças, depois de mais 179,6 kms, depois de se começar em Boticas.

Antes do dia de descanso, surge mais uma etapa bem dura. 182,7 kms entre Braga e Fafe, com o Bom Jesus ainda na fase inicial, seguido do Viso, acabando com o Alto da Pedra Sentada, a subida de terra batida já feita no ano passado e que faz parte do WRC. Até ao final, restam 26 kms.

Depois do dia de descanso em Fafe, os ciclistas arrancam de Lousada, para chegarem ao Alto da Nossa Senhora da Assunção, em Santo Tirso, após 161,9 kms, em mais uma chegada em alto da prova. 

O nono dia de competição vê chegar a tradicional chegada a Oliveira de Azeméis, num final bastante duro e que será para os puncheurs poderem vencer, numa chegada parecida à dos Campeonatos Nacionais. 

A etapa rainha surgem no penúltimo dia. 
Os ciclistas partem de Lousã chegando à Guarda 184,1 kms depois, numa etapa com um final igual ao do ano transacto. 
A subida à Torre fica a 76 kms do fim, seguindo-se um duro circuito na cidade da Guarda. 
No entanto, a Serra da Estrela será o palco principal da etapa e onde se poderão fazer grandes diferenças. 
 
Se ainda nada estiver decidido, o contra-relógio final, de 20100 metros, servirá para tal. A consagração do camisola amarela será feita na cidade de Viseu, mais precisamente na Avenida Europa, palco habitual de chegadas da Volta. 


Quanto às equipas presentes, o pelotão terá a representação de 19 formações, sendo 1 Profissional Continental e 18 Continentais. 
Para além das 6 equipas portuguesas (Efapel, RP-Boavista, Louletano-Hospital de Loulé, LA Alumínios-Metalusa-BlackJack, Sporting/Tavira e W52/ FC Porto), estarão presentes a Profissional Continental da Israel Cycling Academy e as Continentais Armée de Terre (França), Bike Aid (Alemanha), CCC Pribram Fany Gastro (República Checa), Euskadi Basque Country-Murias (País Basco), GM Europa Ovini (Itália), H&R Block Pro Cycling Team (Canadá), JLT Condor (Grã-Bretanha), Kuwait-Cartucho.es (Kuwait), Metec-TKH Continental CyclingTeam P/B Mantel (Holanda), Team Dauner D&DQ Akkon (Alemanha), Team Vorarlberg (Áustria) e Unieuro Trevigiani-Hemus 1896 (Bulgária).
Na nossa opinião, este é um pelotão algo fraco, com muitas equipas pouco conhecidas ou mesmo desconhecidas do pelotão internacional e que dificilmente poderão aguentar a dureza da Volta. Destas, destacamos a Israel Cycling Academy, com o sprinter Mikhel Raim; a Armée de Terre, equipa que tem vindo a fazer a sua melhor temporada de sempre e tem Damien Gaudin e Julien Loubet como grandes figuras; a Euskadi Basque Country-Murias, com Garikoitz Bravo que é um ciclista bastante regular; a JLT Condor de Ian Bibby, ciclista que uma rápida ponta final depois de dias mais duros, Alex Frame e Brenton Jones, sprinters que já deram vitórias importantes esta temporada; a Kuwait-Cartucho.es do eterno Davide Rebellin; a Metec-TKH Continental CyclingTeam P/B Mantel de Johim Ariesen, sprinter holandês que tem ganho sempre na Volta ao Alentejo; a Team Vorarlberg que tem em Patrick Schelling como um excelente trepador; e a Unieuro Trevigiani-Hemus 1896 do português João Almeida. 
MM

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