sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Lisboa já tem mapa para ciclistas.

“Feito por ciclistas para ciclistas” é como se apresenta o novo mapa de Lisboa, um “pequeno manual” desenvolvido ao longo de vários anos por uma empresa que promove passeios de bicicleta e aluga veículos de duas rodas.
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Numa época em que os smartphones são a o meio mais comum para orientar os ciclistas através das várias ferramentas disponíveis, a Bikeiberia optou por recorrer ao papel e produzir uma mapa resistente água e que orientará os utilizadores de bicicletas, mas também peões e até automobilistas pela capital portuguesa e arredores.
A explicação apresentada para justificar a opção pelo tradicional mapa é simples: “É o que faz mais sentido. Nunca se acaba a bateria”, argumentou Jorge Didier Mimoso, responsável da empresa, durante a apresentação que fez do projeto ao Pedais.pt.
“É inegável a crescente popularidade da utilização da bicicleta e a necessidade de um mapa específico que ajude os utilizadores de bicicleta a circularem melhor informados e em maior segurança”, sintetiza o texto de apresentação.
O mapa foi concebido de raiz, o que implicou um grande investimento de tempo. Se a equipa envolvida (meia dezena de pessoas) se tivesse dedicado em exclusividade ao projeto, teria necessitado de dois anos, assegura Jorge Mimoso, garantindo ainda que “não há uma estrada que apareça no mapa que não tenha sido percorrida” por alguém da equipa. Incluídas estão todas as vias que aparecem na segunda face do mapa, onde é representada a rede viária e ciclável da região confinada a norte de Lisboa pelo eixo que vai de Vila Franca de Xira até à Ericeira, e que, a sul, inclui a Península de Setúbal, delimitada pelo Cabo Espichel, cidade de Setúbal e Alcochete.
Dobrável de modo a poder ser transportado na mão mesmo quando se conduz a bicicleta, a publicação tem a particularidade de aconselhar percursos, dando indicações até de que ruas se devem usar para ir até determinada zona, recomendando outras para fazer o percurso inverso. Esta opção tem a ver com factores como a inclinação das vias ou a densidade do tráfego.
Os utilizadores do mapa, que se dobra de modo a facilitar a leitura – parte sul de Lisboa numa metade, quando está dobrado, e a zona norte na outra, tal como sucede no verso, onde se apresenta a chamada Grande Lisboa – são ainda informados dos transportes públicos que podem ser usados em regime integrado com a bicicleta (metro, comboio, barcos e algumas carreiras de autocarros), identificando os seus percurso e paragens,
Tendo como alvo destacado os turistas que visitam Lisboa, a publicação aponta ainda cerca de três dezenas de locais a visitar na cidade, da Fundação Saramago ao Elevador de Santa Justa, passando pelos museus do Fado, Gulbenkian e de Arte Antiga, a Estação do Oriente, o Oceanário, a Sé de Lisboa, o Jardim de S. Pedro de Alcântara, o Mosteiro dos Jerónimo ou a Torre de Belém, para citar alguns exemplos.
Para além de uma planta ampliada da Baixa de Lisboa, o mapa, que custa sete euros, tem ainda uma “Road Etiquette”, que apresenta recomendações para que os ciclistas circulem de modo mais seguro e uma escala da relação tempo/distância, onde se observa que um transeunte percorre seis quilómetros numa hora enquanto um ciclista em velocidade de passeio cumpre 16 quilómetros no mesmo espaço de tempo.
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Informações sobre as condições meteorológicas que caraterizam a capital portuguesa ao longo do ano e recomendações de como prender a bicicleta de forma segura fazem também parte da publicação colorida e ilustrada com fotos dos locais de interesse turístico.
O mapa não está disponível na internet, mas tem associada uma página eletrónica como informação adicional. Pode ser comprado nas instalações da Bikeiberia, no Largo do Corpo Santo, e na rede de postos da Associação de Turismo de Lisboa.
Quem pretenda conhecer os arredores de Lisboa tem igualmente sugestões assinaladas na versão alargada do lado inverso, onde é sugerido um passeio pela Marginal Lisboa-Cascais até ao Guincho, pese embora a via esteja assinalada como de tráfego intenso. Dando sequência a esta viagem, está depois assinalado um percurso pelo Parque Natural de Sintra e Cascais, que poderá mesmo prolongar-se até à Ericeira.
A apresentação do mapa pretende também assinalar os 15 anos da Bikeiberia, que João Didier Mimoso considera como “provavelmente o maior operador de bicicletas de Lisboa e talvez até de Portugal”, com um parque constituído por “algumas centenas de velocípedes” que aluga a preços que vão desde os 15 euros por quatro horas nos modelos mais simples, até aos 215 euros semanais se a máquina for de carbono e dispuser de suspensão nas duas rodas.

Ana M

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