segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dia Mundial da Saude.

Desde 1950, que se comemora, o Dia Mundial da Saúde, no dia 7 de Abril. A data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948, aquando da organização da sua primeira assembleia.

A OMS elege, anualmente, um tema central para ser debatido, que representa uma prioridade na agenda internacional de saúde. Este ano, o enfoque é colocado nas doenças transmitidas por vectores, sob o lema: “pequenas picadas… grandes ameaças”!

O Dia Mundial da Saúde constitui uma oportunidade única para alertar a sociedade civil para temas-chave na área da saúde, que afectam a humanidade, através do desenvolvimento de actividades que visam a promoção e bem-estar das populações, nomeadamente, o incentivo à adopção de hábitos de vida saudáveis.

De salientar que, os programas apresentados no Dia Mundial da Saúde, não se circunscrevem ao dia comemorativo, preconizam o desenvolvimento de inúmeras acções de sensibilização sobre a temática, ao longo de todo o ano.

Os vectores são, sobretudo, artrópodes que transmitem a infecção através de picada quando eles próprios são portadores de agentes patogénicos, como vírus e parasitas. Os mais comuns são os mosquitos (de várias espécies), a mosca da areia e carraças. Apenas uma picada pode transmitir doenças tais como malária, dengue, chikungunya, febre do Nilo Ocidental, leishmaniose, doença de Lyme, febre-amarela, encefalite japonesa, entre outras.

As doenças de transmissão vectorial são responsáveis por altos índices de morbilidade e mortalidade, especialmente nos países mais pobres, causando absentismo escolar, aumento da pobreza, diminuição na produtividade económica e sobrecarga dos sistemas de saúde com procedimentos onerosos.

A OMS considera que as doenças transmitidas por vectores como a malária (paludismo), dengue, febre-amarela, entre outras, são causa de preocupação para a saúde a nível mundial, visto que, mais de metade da população está em risco. Apesar de estas doenças ocorrerem, habitualmente, em áreas tropicais e subtropicais (ou em locais em que o acesso à água potável ou o saneamento básico possam constituir um problema), nos últimos anos tem-se assistido à sua disseminação para outras áreas geográficas.

Esta propagação pode ser facilitada por vários factores, designadamente, o aumento das viagens e comércio internacional, a introdução de novas práticas agrícolas, o aumento da mobilização da população rural para áreas urbanas e, sobretudo, as alterações climáticas, em particular as questões relacionadas com o aquecimento global.

A possibilidade de (re)introdução de algumas destas doenças na Europa tornou-se evidente com o recente surto de dengue que ocorreu em finais de 2012 na Ilha da Madeira, que obrigou a uma resposta integrada das autoridades de saúde daquela Região.

Dada a inequívoca gravidade deste tipo de doenças, governos e cientistas a nível mundial, têm apostado na investigação sobre a prevenção e o tratamento, com progressos assinaláveis em algumas delas. O lema da OMS ”medidas simples para se proteger a si e à sua família”, tem como objectivo fundamental, fomentar o uso de repelentes ou roupas que cubram a maior parte do corpo; a utilização de redes protectoras nas janelas e portas; a eliminação de ambientes propícios à proliferação de mosquitos (“aguas paradas”), tais como recipientes com água, pequenos charcos, ou a administração de vacina, quando adequado e disponível (sobretudo, a febre-amarela).

A principal estratégia da OMS, para o Dia Mundial da Saúde, consiste na divulgação de informação específica relativa a medidas de protecção individual e prevenção da multiplicação de vectores (sobretudo, mosquitos).
Pedalem pela sua saúde.

MM

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